Estrada Nacional 2 - Viseu
Diário de Bordo
Viseu
A vista das Portas de Montemuro com mais de 1200 metros de altitude não nos desiludiu. Se há coisa que esta viagem nos habituou foi a este tipo de vistas, onde todo o mundo nos parece caber na palma da mão. No topo, uma pequena fonte de água potável foi paragem obrigatória.

No regresso à N2 e, já no km 134, chegamos à pacata vila de Castro Daire, uma vila que se mantém fiel às suas origens e intimamente ligada à natureza, dada a sua ligação com a Serra de Montemuro e com o Rio Paiva.


Aqui cruzámo-nos com algumas pessoas que nos disseram a frase que mais ouvíamos por estes dias: “Façam boa viagem!”. Cada vez mais temos a certeza que esta viagem começa e acaba na estrada, mas foram as pessoas com quem nos fomos cruzando que deram cor ao que os nossos olhos iam observando.
Foi também aqui que parámos para provar o “Bolo Podre” típico desta região.

Continuando na N2 e, pouco antes de chegarmos a Viseu fizemos mais um desvio para conhecer o chamado Baloiço da Pedreira. Na aldeia de Cela (ainda pertencente a Castro Daire), este baloiço foi colocado numa pedreira desactivada e está virado para um lago de cores azuis fortes, certamente influenciado dos componentes calcários das pedras ainda ali existentes. Um espaço agradável e com detalhes especiais.

Fizemo-nos novamente à estrada e percorremos mais uns Km da N2. Após avistarmos a placa do km 170, chegávamos por fim à cidade de Viseu. Percorremos o centro histórico da cidade, onde a Sé se destaca e provámos um belo Viriato na Confeitaria Amaral o que nos redobrou energias para o dia.


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