Fomos andar de Moliceiro
Aveiro é sinónimo de passearmos de moliceiro tradicional nos canais e comermos ovos moles.

A Ria deu a Aveiro os moliceiros, as salinas e paisagens de encantar, a partir da ria desenvolveu-se uma gastronomia deliciosa com sabor a mar.
A história está patente nos museus e património histórico-religioso e os anos de prosperidade espelhados nos edifícios Art Nouveau.
Para além do charme que os canais alimentados pelas águas da Ria lhe atribuem, Aveiro tem uma identidade arquitetónica muito característica dada pelos belos edifícios Art Nouveau em redor de praças e espaços verdes, pelos azulejos coloridos que forram fachadas das casas pelas linhas modernas das novas urbanizações que colocam Aveiro nas listas das melhores cidades para viver em Portugal.

Em cerca de 45 minutos conseguimos navegar os 4 canais. Passámos pelo edifício da Capitania do Porto de Aveiro, também conhecida como Casa dos Arcos. Inicialmente foi moinho de maré, ligada ao inicio da fábrica de porcelana Vista Alegre e posteriormente foi transformada em Escola de Desenho Industrial. Hoje é a Assembleia Municipal de Aveiro.


O Centro de Congressos de Aveiro, centro cultural e de eventos, que ocupa parte da Fábrica de Cerâmica Jerónimo Pereira Campos, com foco na produção de tijolo e telha, também não nos passou despercebidos.

Passámos pela Ponte de Carcavelos, portadora do brasão de Aveiro, das mais antigas da cidade e favorita dos namorados, e a Ponte do Laço, como é conhecida a moderna ponte pedonal metálica que une as quatro margens onde o canal dos Botirões e o Canal de São Roque se unem.


Do Canal do Botirões, avistámos o Mercado do Peixe. Este é um ponto de interesse imperdível por causa da estrutura em ferro, estilo Eiffel. Na praça onde ainda se vende peixe fresco como antigamente, temos restaurantes onde podemos comer alguns dos melhores pratos de peixe fresco.

Já a terminar o passeio de Moliceiro passámos pelo Canal das Pirâmides, nome que foi atribuído por causa das pirâmides de sal branco que eram, e ainda são, construídas após a recolha desse bem tão valioso.


Já depois de sairmos do Moliceiro percorremos as margens do Canal do Cojo. Daqui avistámos o Jardim da Fonte Nova, um jardim onde apetece descansar e contemplar as manobras dos moliceiros que navegam o “lago”.


Não podíamos sair de Aveiro sem colocar o nosso laço na Ponte Laços de Amizade e sem provar os tradicionais ovos moles de Aveiro.


Gostaria muito de ter conhecido Aveiro. Quem sabe um dia não a conheça. Belo relato; belas imagens.
ResponderEliminar