Quando me obrigam a ser desagradável

Ontem a meio da manhã estava eu a trabalhar e recebo uma chamada de um número que não conhecia e atendo. Óbvio que era de uma entidade qualquer de crédito a querer "oferecer-me" uma proposta fantástica e maravilhosa de um seguro de protecção para tudo e mais um par de botas.


Tento ser delicada, digo que não estou interessada, mas a senhora continua a insistir. Volto a tentar ser simpática e digo mais uma vez que não estou interessada. Mas a mulher não desiste e utiliza o seu último trunfo:


"Como pode não estar interessada se não me deixa falar e só diz que não está interessada?"


Digo-lhe que estou a trabalhar que não tenho tempo. Passa para a chantagem emocional: "Pois eu também só estou a tentar fazer o meu trabalho e a não me está a deixar!"


Remato com um "agradeço o tempo dispensado, mas como já lhe disse não tenho interesse" e a moça continuou a falar. Porque sou uma pessoa educada - tem dias, estava a trabalhar e não me apetecia ser mal educada - desejo-lhe um bom trabalho e um bom dia e desligo.


Incrivelmente a senhora continuou a falar e a dizer coisas que já não ouvi.


Desliguei.


Compreendo que as pessoas estão a tentar ganhar o seu dinheiro para pagar contas mas...um não é um não, qual é a dificuldade em respeitar um não? Que a senhora ainda tentasse insistir uma vez parece-me bem, mas para quê entrar em conflito com o cliente? Como é que alguém acha que vai conseguir vender o que quer que seja entrando em conflito com o cliente?


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A minha vontade era deixá-la fazer o seu trabalho todo até ao fim e no final dizer-lhe simplesmente: "Eu já lhe dei a resposta, como lhe disse desde o início, não estou interessada. Obrigada!" 


Mas eu como não gosto que me façam perder tempo, também não gosto de fazer perder o tempo dos outros, limitei-me a desligar, pelos vistos abruptamente apesar de me ter despedido, e logo a seguir colocar o número na lista negra.

Comentários

  1. Olá!! Ainda esta semana recebi uma chamada dessas mas para tentar vender um aparelho de audição. Chegou ao cúmulo de dizerem que eu tinha pedido um teste com o aparelho.
    Arre! Não há pachorra!

    Beijos e abraços.
    Sandra C.
    Bluestrass (https://bluestrass.blogspot.com)

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  2. Não há mesmo paciência . Percebo que as pessoas estão a fazer o seu trabalho mas têm que perceber que quando dizemos não é não.

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