1 dia em Lisboa
Lisboa conquistou-nos desde sempre. A famosa cidade das sete colinas com vista sobre o rio Tejo. Por isso sempre que podemos fazemos questão de pegar na mota e ir passear e conhecer cantos e ruelas novas.
Chamamos a atenção de que este roteiro não pretende ser um top de atracções turísticas nem responder à questão sobre “o que fazer em Lisboa”. É apenas a descrição pessoal de um dia bem passado na cidade.

Começámos por visitar o bairro histórico de Belém onde podemos encontrar alguns dos mais importantes monumentos como a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos e o Padrão dos Descobrimentos.
A Torre de Belém é a imagem-postal de Lisboa. A torre medieval defensiva de estilo manuelino tem um terraço com vistas estupendas sobre o rio Tejo.

Mais a frente encontrámos o Padrão dos Descobrimentos é uma homenagem ao homem que impulsionou as Descobertas portuguesas, o Infante D. Henrique, e ficamos maravilhados ao ver a colossal estátua na proa da nau ocupada por outras figuras. Se baixares os olhos vais ter o mundo a teus pés, literalmente. Falamos dum dos mais belos exemplares de calçada portuguesa, a Rosa dos Ventos.

Em Alcântara passámos pelo o espaço LX Factory que prova como lugares abandonados podem ganhar nova vida. O complexo industrial em Alcântara levou um lifting profundo e hoje é um spot criativo e descontraído.

Passámos pelo Cais do Sodré e pelo Mercado da Ribeira onde fica localizado o Time Out Market Lisboa, que nada mais é que juntar debaixo do mesmo tecto os melhores chefs, restaurantes e projectos gastronómicos da capital portuguesa, com base nas recomendações dos críticos e colaboradores da revista Time Out.


Subimos a Rua do Alecrim e fomos conhecer a Pensão do Amor, este é um dos bares com mais personalidade na Rua Cor de Rosa.

Antigamente, a Rua Cor de Rosa de Lisboa era um dos principais centros de drogas e prostituição da cidade e os nomes dos bares da Rua Cor de Rosa, serviam para atrair os marinheiros que desembarcavam em Lisboa.

Passámos pelo Largo de Camões onde vimos a arte dos calceteiros e a estátua do lendário poeta e fomos tomar um café a Brasileira na companhia do Fernando Pessoa.


Subimos pela Rua da Misericórdia e deparámo-nos com a Igreja de São Roque. Nas costas da igreja, o Jardim Miradouro de São Pedro de Alcântara é dos espaços mais belos de Lisboa. Oferece vistas sobre a Baixa Pombalina, a colina de Alfama e do Castelo de São Jorge e da Graça.

Voltamos a descer e fomos até o Terreiro do Paço para um passeio pela renovada Ribeira das Naus.

O Terreiro do Paço, ou Praça do Comércio como preferires, é uma das praças mais majestosas e fulcral na reconstrução da Baixa Pombalina após o terramoto de 1755.
O Arco da Rua Augusta, dispensa apresentações. Por detrás das paredes amarelas que enquadram a praça estão grande parte dos ministérios. É também nestas arcadas que existe o mais antigo café de Lisboa, o Martinho da Arcada, e no centro a praça está a estátua equestre de D. José.

Seguimos em direcção a Praça da Figueira onde parámos na Confeitaria Nacional para um café e um dos seus divinais, reais e presidenciais bolos de pastelaria.


Fizemos um desvio até ao Campo das Cebolas e passámos em frente à Casa dos Bicos, uma mansão quinhentista com decoração singular e exótica, hoje museu literário e Fundação José Saramago.

Subimos por Alfama o bairro medieval mais típico de Lisboa e cruzámo-nos com a Sé de Lisboa, o ex-libris religioso da capital portuguesa e ponto de partida de eleição do Caminho Português de Santiago. É difícil acreditar que o Terramoto de 1755 destruiu este possante monumento. A reconstrução baseou-se muito no estilo barroco, mas, no início do século XX, nova intervenção visou a devolução do traçado românico medieval aos seus elementos decorativos exteriores.

Visitámos o bairro da Graça e os seus miradouros, o da Graça e o da Nossa Senhora do Monte.
Aconselhamos que visites a Igreja da Graça, com um belo altar de talha dourada, e o Convento da Graça, que foi um dos segredos mais bem guardados da cidade até ser recuperado e aberto ao público.

Descemos à Praça Martim Moniz e fomos em direcção ao Rossio. Poucos sabem mas o Rossio já foi hipódromo romano, assistiu a festas cortesãs, revoluções populares, autos-de-fé e praça de execuções, foi espaço de touradas, festivais, feiras, e paradas militares.
O Teatro Dona Maria II ergue-se a norte e celebrizou o Rossio no teatro de revista à portuguesa. No centro do Rossio a estátua de D. Pedro IV reclama a sua autoridade sobre o nome da praça.

Seguimos em direcção aos Restauradores e passámos pela Estação do Rossio que é um belo edifício manuelino que apenas encontra rival na Estação de São Bento no Porto. A Estação do Rossio não tem igual em Portugal pois é a única estação ferroviária que tem vários pisos com plataformas férreas.

A Praça dos Restauradores é a porta de entrada da Avenida da Liberdade. Construída à imagem dos boulevards de Paris, a Avenida da Liberdade era o centro das salas de espectáculos glamorosas, dos cinemas requintados, das lojas de prestígio e dos hotéis de luxo. As Marchas de Lisboa têm na Liberdade o seu palco e ainda é o maior evento da avenida.

A frondosa vegetação da Avenida da Liberdade acompanhou-nos até à Praça Marquês de Pombal, centro financeiro e empresarial lisboeta, e leva-nos ao Parque Eduardo VII, um parque cénico com relvados cuidados, ladeados de árvores e largos passeios calcetados, que recebe todos os anos a Feira do Livro de Lisboa entre outros eventos.

Lisboa é uma cidade linda. Conheci Lisboa com 11/12 anos e nunca mais sai dela, já lá vão muitos, muitos anos. AMO Lisboa
ResponderEliminar.
BOM FIM DE SEMANA ... FELIZ NATAL.
.
.