Minas de São Domingos
Recentemente fomos visitar as Minas de São Domingos, a aldeia e a mina propriamente dita, e podemos garantir que ficamos apaixonados. Apaixonados pela praia fluvial da Tapada Grande, pela aldeia, e pelo inestimável património mineiro, abandonado e decadente, da Mina de São Domingos.

Começámos pelas antigas oficinas ferroviárias do complexo que permitia transportar o minério ao longo de 17km até ao porto mineiro do Pomarão. Esta era a grande vantagem competitiva da Mina de São Domingos, uma vez que facilitava o rápido escoamento do minério, por via marítima, até Inglaterra.
Era precisamente nos edifícios diante de nós, em ruínas, que se faziam os trabalhos de reparação e pintura dos vagões e locomotivas. Ali dava para percebermos o espaço para os carris, no solo e a estrutura que segurava o telhado. O resto ficou ao cuidado da nossa imaginação.

Fomos andando na direcção da lagoa de águas ácidas. Passámos pela central eléctrica e chegámos ao antigo cais do minério da Mina de São Domingos.

Actualmente, e apesar do estado de conservação duvidoso, o edifício principal do cais do minério mantém a imponência e elegância de outrora.
À medida que nos fomos aproximando começamos a avistar as águas ácidas da lagoa. A água era muito escura, quase preta. Isto porque, com o fim dos trabalhos na Mina de São Domingos, o abandono da extracção de água permitiu a subida do nível freático e ali se foram acumulando águas extremamente ácidas.
O cheiro a enxofre era suportável, mas consta que as águas ácidas ali existentes são extremamente tóxicas.

Seguimos em direcção à Achada do Gamo, para apreciar a decrépita antiga fábrica de enxofre.
É uma paisagem industrial bela mas decadente. Visualmente, as duas torres da antiga fábrica de enxofre ameaçavam cair a qualquer momento, mas os lugares abandonados têm quase sempre um charme inexplicável.

Diz-se que muitos antigos trabalhadores das minha de S. Domingos ficaram doentes com cancro. Não sei até onde é verdade.
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Feliz fim de semana … Saudações poéticas
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